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Palavras de Saramago


Novo sítio da Fundação José Saramago

Quarta-feira, 23.07.14

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publicado por Fundação Saramago às 10:01

A mais velha história do mundo

Terça-feira, 20.05.14

O sofrimento que padecem as mulheres na Nigéria, no Sudão, na Somália e em outros tantos lugares do mundo, agudizados por sequestros infames e calamidades ecológicas, nas faz recordar as palavras escritas por José Saramago há cinco anos depois de ler uma reportagem de Laura Restrepo sobre o Yemen publicada no El País. Escreveu Saramago aquela altura: "Por trás de cada palavra escrita por Laura há lágrimas, gemidos e gritos que seriam capazes de nos tirar o sono se a nossa flexível consciência não se tivesse acomodado à ideia de que o mundo vai aonde querem os que o dominam e que para nós já será bastante cultivar o nosso quintal o melhor que soubermos, sem que tenhamos de preocupar-nos com o que se passa do outro lado do muro. Esta, sim, é a mais velha história do mundo."

 

A seguir o texto completo de Saramago, publicado em Outros Cadernos, o blog que o escritor mantinha à época:

 

Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
Yemen

À escritora colombiana Laura Restrepo, nossa amiga pelo coração e pelas ideias, encarregou-a Médicos sem Fronteiras que viajasse ao Yemen para depois contar o que lá tivesse visto, ouvido e sentido. O relato dessa experiência foi agora publicado no “El País semanal”, uma reportagem impressionante como, em princípio, qualquer outra que se faça em África, mas que a arte de narrar de Laura, ao recusar, como é próprio da sua natureza de escritora, os efeitos emotivos de uma escrita que intencionalmente apelasse à sensibilidade do leitor, prefere expressar por uma obstinada procura de realidade directa ao alcance de poucos. As descrições da chegada dos barcos que vêm da Somália, sobrecarregados de fugitivos que esperam encontrar no Yemen a solução das dificuldades que os empurraram para o mar, são de uma rara eficácia informativa. Vêm neles os homens, as mulheres e as crianças do costume, mas Laura Restrepo não tarda a mostrar-nos como é possível falar de homens sem estar obrigado a falar das mulheres e das crianças que com eles vieram, mas que das crianças seria impossível falar se não se falasse também, e sobretudo, das mães que os trazem, às vezes ainda na barriga. As situações em que essas mulheres vão encontrar-se depois de desembarcarem no Yemen constituem um catálogo completo das humilhações morais e físicas a que estão sujeitas só pelo facto de terem nascido mulheres. Por trás de cada palavra escrita por Laura há lágrimas, gemidos e gritos que seriam capazes de nos tirar o sono se a nossa flexível consciência não se tivesse acomodado à ideia de que o mundo vai aonde querem os que o dominam e que para nós já será bastante cultivar o nosso quintal o melhor que soubermos, sem que tenhamos de preocupar-nos com o que se passa do outro lado do muro. Esta, sim, é a mais velha história do mundo.

 

Ler a reportagem

Ver o vídeo da reportagem de Laura Restrepo no El País

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publicado por Fundação Saramago às 12:15

5.ª Sessão Casa dos Bicos, Casa de Contos, com Ângelo Torres (23 de maio, 18h30)

Segunda-feira, 19.05.14

Na 5.ª sessão da Casa dos Bicos, Casa de Contos, organizada pela Fundação José Saramago, em parceria com a Boca - Palavras que Alimentam, Ângelo Torres estará na Casa dos Bicos para nos dar "Histórias ao sabor do vento". (Entrada livre, sujeita à lotação da sala)

Ângelo Torres: Actor e contador do mundo. Nascido na Guiné Equatorial, Ângelo descobre a tradição oral em S.Tomé, quando, ainda criança, acompanha a família no regresso do exílio, após o 25 de Abril. Completa a sua infância a ouvir histórias da sua avó, estuda em Cuba, estabelece-se em Portugal. Em 1994, desafiado por António Fontinha, começa a "contar uns contos". Foi o acordar de uma vocação... Como actor integrou os filmes: Tudo isto é Fado, Nha Fala e Preto e Branco. Fez parte do elenco das peças: A Varanda do Frangipani; Mar Me Quer; Sorrisos de Bergman. Em 2004 ganhou o prémio Shooting Star de actor revelação.

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publicado por Fundação Saramago às 11:09

Blimunda de prata

Segunda-feira, 19.05.14

O trabalho de Jorge Silva/Silvadesigners na revista Blimunda, publicação digital da Fundação José Saramago, de periodicidade mensal e acesso livre, foi distinguido com o prémio Prata em Design Editorial ⁄ Publicações Periódicas no XVI Festival do Clube de Criativos de Portugal, evento destinado a apreciar a excelência criativa da publicidade e do design portugueses.

Quase a comemorar dois anos de vida, a Blimunda dedica-se às mais diversas formas de manifestação cultural. Nas suas páginas destacaram-se estudos sobre autores como Gabriel García Márquez, Carlos Fuentes e Jorge Amado, para além da habitual secção Saramaguiana, espaço de publicação de textos sobre a obra de José Saramago. A literatura infantil e juvenil ocupa também um lugar de destaque em cada edição, a par de outras secções regulares.

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publicado por Fundação Saramago às 11:07

Lanzarote, a janela de Saramago, um livro sobre o tempo

Sábado, 10.05.14

(João Francisco Vilhena e Pilar del Río)

“A história de um abraço que começou em Estocolmo, em 1998, e que ainda não terminou.” Assim define João Francisco Vilhena o livro Lanzarote, a janela de Saramago, que reúne fotografias suas e fragmentos de textos de José Saramago. A obra foi lançada este sábado, dia 10, no LeV (Festival Literatura em Viagem), em Matosinhos.

“Quis construir uma ficção fotográfica, um diário fotográfico, a partir das suas palavras”, explicou Vilhena, que também apresenta duas exposições na Galeria Municipal, onde decorre o encontro literário: uma sobre Lanzarote e Saramago, complementar ao livro; e a outra com retratos de escritores.

Pilar del Río, presidenta da Fundação José Saramago (FJS), recordou o início da relação de amizade entre fotógrafo e escritor. Foi em 1998, quando Vilhena viajou a Lanzarote para retratar o literato - imagens que foram mostradas em dezembro daquele ano, em Estocolmo, na entrega do Prémio Nobel a Saramago. “Aquela exposição foi algo absolutamente alucinante, com fotos de mais de dois metros de altura, e ficou na nossa memória. Mas a memória é um espaço excessivamente pequeno, e então João alimentou durante anos o sonho de fazer novas fotos”, contou a jornalista espanhola.

O novo “reencontro” aconteceu em 2013, quando Vilhena viajou a Lanzarote, a convite de fundação, para fotografar a ilha, já sem o Nobel português. “Lancei-me à estrada, li e reli os Cadernos. Saramago dizia que os diários são romances de uma personagem só, isso é indicador dos caminhos que José percorre nos Cadernos. São reflexões profundas sobre sua existência, sobra sua vida, sobre seu amor”, explicou Vilhena.

Sobre o longo intervalo entre o início do abraço, em Estocolmo, e a publicação do livro com fotos inéditas de Saramago e Lanzarote, Vilhena explica que foi preciso uma preparação e um amadurecimento. Em síntese, foi preciso tempo. Reflexão que foi ao encontro das palavras de João Rodrigues, editor do livro (Sextante/Porto Editora), que definiu o trabalho como um “exercício sobre o tempo”. “O tempo que passámos com os outros e o tempo que passa”, disse. Pilar del Río leu a obra da mesma maneira. Para ela trata-se de uma “meditação sobre o tempo” e o lugar. “Os Cadernos de Lanzarote são reflexões sobre a velhice, as pedras, a presença e a ausência. Acho que quando Saramago escrevia nos Cadernos, de algum modo já estava a fazer uma seleção de textos para este livro de Vilhena”, concluiu a presidenta da FJS. As palavras emocionaram Vilhena, que terminou sua intervenção, e a sessão, da seguinte forma:  “Tudo isso faz-me lembrar uma frase de um outro homem de quem eu gostava muito, António Variações: ‘Todos nós temos Amália na voz’. Eu não sei cantar, mas posso dizer que tenho Saramago na voz e no olhar.”

Depois vieram mais abraços.

 

Na imprensa:

E Saramago tornou-se paisagem
(Revista 2/Público)

"Lanzarote, a janela de Saramago"
(TVi 24)

Saramago lembrado com livro e exposição no LeV
(Rádio Renascença)

"A janela de Saramago"assinala 15 anos da entrega do Nobel
(RTP)

Los lugares de Saramago en Lanzarote
(
El País)

Passeio para confidências entre vulcões
(Ionline)
Pilar del Río presenta el libro "Lanzarote, a janela de Saramago"
(La Voz de Lanzarote)

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publicado por Fundação Saramago às 15:59

Salomão, o elefante de Saramago e do Teatro ACERT, visitará 14 cidades da região de Viseu

Quinta-feira, 08.05.14

(O elefante Salomão, em Tondela, pronto para partir para a digressão de 2014 - Fotos: Carlos Teles/ACERT)

"Tomara que consigamos repetir o que fizemos no ano passado: todos os espetáculos sem chuva", dizia na manhã desta quinta-feira (8) José Rui Martins, um dos fundadores do Trigo Limpo Teatro ACERT e responsável, ao lado de Pompeu José, pela adaptação da obra A Viagem do Elefante, de José Saramago. Neste ano o desafio do grupo é maior, serão 14 espetáculos em quatro meses (no ano passado foram 11 espetáculos). 

Nesta quinta-feira, na sede da companhia de teatro, em Tondela, foi anunciada a programação completa da digressão da Viagem do Elefante em 2014. Todos os 14 municípios da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões serão visitados pelo elefante Salomão. A tournêe começa em Viseu, no dia 24 de maio, e termina em Aguiar da Beira, a 27 de setembro. 

"Este espetáculo significa 70 dias de residência pelo território, 500 horas de formação, mais de 900 participantes locais em todos os territórios e muitos espetadores e atores", explicou Miguel Torres, diretor de produção da ACERT. "Do espetáculo vai resultar aquilo a que chamamos um álbum gráfico, que esperamos que seja um elemento de união desse território. É uma enorme aventura, mas acho que estamos à altura", acrescentou.

Pilar del Río, presidenta da Fundação José Saramago, entidade parceira do projeto, celebrou a grandeza do desafio. "Este elefante tem a dimensão dos sonhos de Saramago, talvez por isso seja tão grande. Um dos sonhos de Saramago era que a cultura fosse um elemento de progresso e desenvolvimento pessoal, mas também comunitário." A jornalista espanhola recordou também o caso das mais de 200 meninas sequestradas na Nigéria por frequentarem a escola.

"Que bom seria que essas miúdas pudessem viajar, livres, no lombo deste elefante. Enquanto isso, devemos denunciar a situação, em todos os fóruns, até conseguir que elas voltem a casa e tenham acesso à educação". 

 

Para ver a programação completa da digressão, aceda à página do Trigo Limpo Teatro Acert

 

Na imprensa:
Elefante Salomão viaja pelos 14 municípios da região Viseu Dão Lafões
(RTP/Lusa)

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publicado por Fundação Saramago às 18:39





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