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  <title>Fundação José Saramago</title>
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  <description>Fundação José Saramago - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Tue, 07 Feb 2012 00:01:01 GMT</pubDate>
  <title>Pela irreversibilidade, Antoni Tàpies e José Saramago</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;A 12 de Março de 2005, foi apresentada em Barcelona a obra conjunta de Antoni Tàpies e José Saramago, intitulada &lt;em&gt;Pela Irreversibilidade&lt;/em&gt;. Este projecto constituiu uma manifestação de apoio dos dois criadores à luta da sociedade basca por tornar irreversível um tempo de paz, diálogo e soluções.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fundação José Saramago associa-se às manifestações de pesar pela morte de Antoni Tàpies, aqui reproduzindo a sua obra e o texto de José Saramago:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=fnlT023pEZ1aavCKaY8g&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be407f6a9/10163449_rEfMy.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;466&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Antoni Tàpies&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Uma inesgotável esperança&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É certo que existe uma terrível desigualdade entre as forças materiais que proclamam a necessidade da guerra e as forças morais que defendem o direito à paz, mas também é certo que, em toda a História, só pela vontade dos homens a vontade doutros homens pôde ser vencida. Não é com forças transcendentes que teremos de confrontar-nos, mas sim, e apenas, com outros homens. Trata-se, portanto, de tornar mais forte a vontade de paz que a vontade de guerra. Trata-se de participar na mobilização geral da luta pela paz: é a vida da Humanidade que assim estaremos defendendo, esta de hoje e a de amanhã, que talvez se perca se não começarmos a defendê-la agora mesmo. A Humanidade não é uma abstracção retórica, é carne sofredora e espírito ansioso, e é também uma inesgotável esperança. A paz é possível se nos mobilizarmos para ela. Nas consciências e nas ruas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;José Saramago&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.elkarri.org/pdf/prentsa.pdf&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Pela irreversibilidade&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (pdf)&lt;/p&gt;</description>
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  <category>jose saramago</category>
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  <pubDate>Mon, 06 Feb 2012 23:27:10 GMT</pubDate>
  <title>Morreu Antoni Tàpies</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=rfGa87vaRGbjnI7DqLtH&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B31079d3e/10163369_pIOJp.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;250&quot; height=&quot;185&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O pintor e escultor catalão Antoni Tàpies, considerado um dos maiores representantes europeus da arte abstracta do pós-guerra, morreu nesta segunda-feira, aos 88 anos, em Barcelona.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Numa entrevista que deu ao El País, em 2004, já com problemas de cegueira e de audição, dizia que “o corpo humano se adapta a tudo” e que envelhecer lhe tinha dado uma certa tranquilidade. Sentia que se encontrava “um pouco mais livre do que quando era jovem”. Acreditava que a pintura só valia a pena se fosse útil à sociedade, “porque senão não valia a pena fazê-la”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nasceu em Barcelona, em 1923, numa família burguesa e o seu pai queria que ele fosse advogado. Ainda estudou direito, mas abandonou o curso para se dedicar à arte em que era autodidacta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alugou o seu primeiro atelier, em 1946, na cidade de Barcelona. Começou a estudar a arte moderna através de livros e revistas catalães do início dos anos 30. Quando tinha 18 anos, por causa de uma lesão pulmonar, teve de passar dois anos na cama e dedicou-se a copiar obras de pintores que admirava, como Van Gogh e Picasso. Foi graças ao seu médico da altura, que, anos mais tarde, conheceu em Paris, o pintor de Guernica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Conseguiu uma bolsa para estudar nesta cidade e é lá que, em 1956, realiza a primeira exposição individual. O coleccionador de arte e galerista Joan Prats iniciou-o na literatura surrealista de André Breton (Tàpias funda, em 1948, o grupo Dau al Set, que abandona em 1951) e apresentou-lhe o pintor Miró, que foi seu amigo até morrer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1960, Tàpies participou numa mostra da nova pintura e escultura espanhola no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque e esteve representado na exposição “Before Picasso, After Miró”, do Museu Guggenheim da mesma cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como artista integrava-se na tradição cultural da Catalunha, com uma dimensão política simultaneamente autonómica e contra o franquismo (foi preso em 1966). “Tem uma forte influência da liberdade poética do surrealismo, mas há nele, uma orientação muito original para outras sensibilidades, nomeadamente as orientais ligadas ao budismo”, diz o historiador de arte João Pinharanda. “Na sua pintura, o gesto liberta-se quer da forma naturalista, quer da escrita verbal. Cada conjunto de gestos transforma-se num signo. Às vezes, imprime a sua mão na tela como se estivesse a repetir um gesto primordial.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1954, a sua obra passou a ser mais expressiva e deu origem àquilo que se designa por pintura matérica. “Ao mesmo tempo que o gesto se autonomiza, a matéria com que pinta toma conta da superfície pintada. Ganha volume, quase que se transforma em matéria escultórica. Isso também coincide com a utilização que faz de matérias que são estranhas à pintura tradicional”, lembra João Pinharanda. Antoni Tàpies utilizava nos seus quadros: cimentos, areias, látex, pó de mármore, etc. E incorpora na sua pintura, materiais de lixo urbano. “Como se estivesse a recuperar do lixo coisas que voltava a erguer como grande Arte. É uma arte feita com materiais pobres. Tàpies enquadra-se nessa poderosíssima genealogia da grande pintura espanhola. Tem toda a tradição atrás dele”, conclui Pinharanda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1990 recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias e abriu as portas da sua Fundação, em Barcelona, onde expunha a sua obra. Esteve representado na Bienal de Veneza e na Tate Gallery em Londres. A Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e a Fundação de Serralves, no Porto, fizeram retrospectivas da sua obra e, em 2010, houve exposições suas em Évora e na Régua.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://cultura.elpais.com/cultura/2012/02/06/actualidad/1328557005_302756.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;strong&gt;Fallece a los 88 años Antoni Tàpies&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;El País&lt;/em&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.fundaciotapies.org/site/spip.php?rubrique65&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;strong&gt;Fundação Antoni Tàpies&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>antoni tapies</category>
  <category>jose saramago</category>
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  <pubDate>Thu, 26 Jan 2012 23:44:38 GMT</pubDate>
  <title>Book Review: The Gospel According to Jesus Christ by José Saramago</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/258560.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=vCKSoF071cWbsoUnWsG1&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B530741aa/10023157_GoNbN.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;120&quot; height=&quot;180&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Jesus: a household name for most of the Western World. We know who he is, what he stands for, and we think we know his origins. But do we really know it? Or is our knowledge more a product of myth and legend? José Saramago&apos;s fictional account of The Gospel According to Jesus Christ provides an alternate history, a history that may be said to be more realistic, from the point of view of a skeptic.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;This novel tells the tale of Jesus, son of Joseph, from the time of his birth, up to his death. It follows most of what the Bible says Jesus&apos; life was, with a few major changes. I&apos;ll assume that readers of this review are familiar with the Biblical account of the life of Jesus, so I&apos;ll just point out the changes that are crucial to this alternate account.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;First of all, Saramago&apos;s Gospel fills in the &quot;missing&quot; years of Jesus&apos; life. In the Bible, there is an account of the life of Jesus from his birth up to when he was 12-years old. Then nothing else is reported until when he is 30 and is baptized by John at the Jordan River. In this novel, however, this is not the case. There are plenty of accounts of Jesus&apos; life in between. His father Joseph dies when he is 13, and he leaves his house to fend for himself for several years, spending time as a shepherd with a character named Pastor, who is later revealed to be the Devil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Saramago rearranges several Biblical episodes in this book. For example, the Bible states that Jesus spent a considerable period of time alone after being baptized, and the Devil proceeds to tempt him. In Gospel, however, the temptation occurs while Jesus is a shepherd with the Pastor. The Bible also states that Jesus spent 40 days with God, learning of his purpose here on Earth. The novel sees this as an episode on the Sea of Galilee, when a mist envelops the boat that Jesus was occupying, and God and Jesus, together with the Devil, had a conversation.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perhaps the most controversial aspect of this novel is the fact that Jesus is portrayed to have carried on a relationship with Mary Magdalene. Yes, folks, Jesus is not a virgin in this novel. He has a partner. And given what I know about religion and its supporters, I don&apos;t think that sits well with the conservative folk.&lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;Continuar a ler...&quot;&gt;
&lt;p&gt;But seriously, is the Biblical narrative realistic? Reading this book has made me reflect on my own religious upbringing, and it has lent support on my current beliefs, which is one of irreligion. Is it really realistic for a regular human being to be free of natural human desires, including sex and alcohol? I find this book a more realistic account of a man who, having existed 2000 years previous, happened to have big dreams for himself.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Another aspect of Gospel raised is that of faith. Religion teaches us that God is Almighty, and that it is a virtue for one to give one&apos;s life to God, whether by being a martyr or by devoting one&apos;s time and effort for the works of God. However, has it ever occured to anyone of us that God is perhaps the most selfish being that humans have ever conceived of? God is restless, God is never pleased, God needs sacrifices, God needs lambs that are not injured or diseased. God needs martyrs, God needs people who will be decapitated, beheaded, burnt alive, tarred and feathered, and so on. There is an episode in the novel where Jesus asks God about the future, and God responds that there will be wars (pertaining to the Crusades), in which there would be plenty of people who will die just so that God can be appeased. From a skeptic&apos;s point of view, that is a very selfish supernatural being, requiring the deaths of plenty of individuals just for his own self-&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In reading The Gospel According to Jesus Christ, it might sound like Saramago is preaching to the choir: after all, I already identify as an atheist. But I challenge all the believers out there to pick this book up and see an alternative account. My experience with religion in the past was such that believers were discouraged to read material that might compromise one&apos;s faith. But in my point of view, unless one challenges one&apos;s faith, then one doesn&apos;t know whether one&apos;s faith is strong or weak. Read this book and see if you still believe in the mythological account of the Bible. The way I see it, there&apos;s more points in which one needs to suspend one&apos;s disbelief in the Biblical account than in Saramago&apos;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jeruen Dery, &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://www.google.com/url?sa=X&amp;amp;q=http://www.seattlepi.com/lifestyle/blogcritics/article/Book-Review-The-Gospel-According-to-Jesus-Christ-2710008.php&amp;amp;ct=ga&amp;amp;cad=CAcQAhgAIAAoATAAOABAvcuF-QRIAVAAWABiAmVu&amp;amp;cd=hoTGOWaB28c&amp;amp;usg=AFQjCNEaE2vr_LnQar-thEBP5O7KOUrOvA&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Seattle Post Intelligencer&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>evangelho segundo jesus cristo</category>
  <category>críticas</category>
  <category>jose saramago</category>
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  <pubDate>Wed, 25 Jan 2012 13:05:27 GMT</pubDate>
  <title>La mirada de Angelopoulos</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/258456.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=EnFYjIlaZodwvpTzGeaZ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba80730df/9978223_HkWJ7.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;230&quot; height=&quot;152&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Era un hombre lúcido. Conocía su cultura y su tierra, le tomaba el pulso a su tiempo y estaba triste, desesperanzado. Cuando el 22 de septiembre fue a Barcelona a recoger el Premio Terenci Moix nos impresionó a los miembros del jurado por la amargura con la que hablaba de Grecia, del caos económico en que se encontraba sumido su país, que siendo milenario y potente había tocando fondo por motivos que no lograba entender. Ni los económicos ni los políticos. Textualmente dijo &quot;Grecia está en la sala de espera de la nada. La crisis de Grecia es la de Europa. No es economía, es política y melancolía&quot;. Añadió que no sabía si al regresar de Barcelona tendría todavía país, o habría sido directamente intervenido y tomado por cualquier maniobra financiera-especulativa-política. Usaba el humor sarcástico para defenderse. Porque Theo Angelopoulos trabajó en su cultura, que es universal, rodó &quot;La mirada de Ulises&quot; o &quot;Alejandro Magno&quot; entre tantas obras maestras, como &quot;La eternidad y un día&quot; por poner un ejemplo más, era una persona consciente que no podría ser, y no lo era, indiferente a la desolación y al caos griego. Era un ser sufriente por su país y no se tomaba la molestia de disimularlo. Ni de señalar las políticas neoliberales como el origen de la crisis y los malos gobiernos como los cómplices de la ruina. En Barcelona habló de Grecia, pero también habló del mundo. Un ser humano lúcido en nuestro tiempo es un ser humano apesadumbrado. Aunque personalmente no tuviera problemas, los tenían quienes le rodeaba y eso le hacía perder el sueño. Ahora Theo Angelopoulos no está con nosotros, una moto, una vulgar moto acabó con su vida. O no: la sensibilidad de su mirada, que iba más lejos, sigue prendida en las miradas de quienes amamos su cine y compartimos su temor de que la ética haya sido expulsada de los organismos que mandan e imponen reglas salvajes en todo el universo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La Grecia que inventó la Democracia hoy está de luto. Y con los griegos, muchas personas en el mundo entero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ha muerto otro hombre que daba personalidad a su tiempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Al pesar general por la muerte de este creador se une la Fundación José Saramago. Sin los muros de contención que son los grandes pensadores otros, desde la sociedad civil, tendremos que redoblar esfuerzos para evitar que el vacío avance hasta hacerse amo de conciencias y países.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Más información:&lt;br /&gt;&lt;a href=&quot;http://cultura.elpais.com/cultura/2012/01/24/actualidad/1327443493_028094.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;strong&gt;El País&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>theo angelopoulos</category>
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  <pubDate>Wed, 25 Jan 2012 12:02:39 GMT</pubDate>
  <title>Ultimas noticias del Sur, del autor chileno Luis Sepúlveda y del fotógrafo argentino y colaborador de la Fundación, Daniel Mordzinski</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/258050.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Últimas noticias del Sur&lt;/em&gt; (Espasa) no es un libro de viajes. Es un recorrido de anécdotas y vivencias, una lección de vida contada por la pluma del escritor chileno Luis Sepúlveda e ilustrada con la cámara del argentino Daniel Mordzinski, también conocido como el fotógrafo de los escritores. Es un cuaderno de bitácora donde se narran las aventuras de dos amigos que un día decidieron hacer un viaje por la Patagonia argentina. El viaje comenzó en 1996 con la primera visita al sur del país, y se transformó en páginas sin querer. &quot;El libro empezó a ser algo vivo en las conversaciones con la familia y los amigos que, casi sin excepciones, pedían que lo escribiera&quot;, explica Sepúlveda. Cuatro años más tarde hicieron un segundo viaje a la Patagonia, y volvieron con más fotos y con más historias. Pero Sepúlveda no terminaba de estar satisfecho. Faltaba algo que no encontraría hasta su tercer viaje, en 2001: &quot;Esta vez cruzamos a la Tierra del Fuego y, al regresar, supe lo que faltaba: el mundo austral había cambiado mucho y nosotros habíamos sido testigos de los últimos días de una forma de ser, de una forma de relacionarse, de una sociabilidad y hasta de una cierta inocencia terriblemente violentada por un sentido de propiedad o de despropiedad, que para las gentes del sur del mundo era extraña, incomprensible, cruel. Entonces decidí dejar reposar esas historias en mi memoria, que se decantaran, que respiraran, y pensé que la escritura debía ser la de una novela, la novela de un lugar y sus últimas noticias&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=NMvmp6vyDtdSgoaYIPgi&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9c07f86a/9976797_jZAyL.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;331&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;Continuar a ler...&quot;&gt;
&lt;p&gt;Sepúlveda decidió seguir al pie de la letra la teoría de Julio Cortázar sobre lo absurdo de buscar historias. &quot;Nosotros simplemente nos movíamos, hablábamos con la gente y las historias aparecían solas, pidiendo ser contadas&quot;. Las páginas del libro cuentan historias de personas, de sabios y de viejos. Sobre todo de viejos. Cuenta la historia de doña Delia Rivera de Cossío, una anciana de 95 años. Esa mujer marcó a Sepúlveda: &quot;Nunca antes conocí a una persona que, pese a su vida dura, durísima, no albergaba ningún rencor ni culpaba al destino a la mala suerte por esa dureza. Doña Delia tenía las cosas claras y estaba en paz con la vida&quot;. Daniel Mordzinski también confiesa que el de doña Delia fue para él muy dificil de hacer: &quot;Tuve recelos ante la idea de &lt;em&gt;desnudar&lt;/em&gt;a ojos del mundo exterior el rostro de esa ancianita maravillosa llena de arrugas, son rostros protegidos por la distancia, por el olvido del mundo contemporáneo. Y se me hacía raro pensar que podrían pasar a estar en manos de cualquier persona, no necesariamente respetuosa con ese limbo de atraso, dignidad, inocencia y magia que es la Patagonia&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;El libro cuenta la historia de mitos del sur de América, como Martin Sheffield, el &lt;em&gt;sheriff&lt;/em&gt; de la Patagonia; la historia de cómo un grupo de mecánicos del &lt;em&gt;Patagonia Express&lt;/em&gt; en paro consiguieron burlar a los gringos y poner el tren en marcha para que el fotógrafo fotografiarlo, y el escritor pudiera contarlo. Mordzinski no ha conseguido todavía borrar el recuerdo de algún personaje, como Pedro Cifuentes, &lt;em&gt;Pedro Patagonia&lt;/em&gt;. &quot;Él representaba a la perfección la dignidad del olvido en que está sumida la Patagonia, indiferente al curso de la historia, del ruido, del capitalismo y las tecnologías&quot;, explica el fotógrafo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada historia, cada personaje de &lt;em&gt;Últimas noticias del Sur&lt;/em&gt;, es una inyección de optimismo y un retrato de la belleza vital. Las fotografías de Mordzinski, tomadas con una Leica M6, una Canon F1 y la Polaroid, lo que él llama &quot;el armamento convencional&quot;, encajan como un puzle con las palabras de Sepúlveda porque, como dice él mismo en el libro, son socios. &quot;Nunca hablamos de trabajo, yo sé perfectamente que Daniel me enviará la foto precisa y él sabe que mi texto considera sus fotos como parte de la gramática de lo que quiero contar. Trabajar con Daniel acerca, atrae las historias, porque su respeto hacia la gente obtiene siempre una recompensa: la confianza&quot;. La edición de tapa dura con las fotografías en blanco y negro ha conseguido lograr el objetivo de este viaje que era, según el chileno, &quot;superar una relación de eterno concubinato texto-fotografía&quot; que les había llevado a recorrer juntos el mundo durante media vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sea cual fuere el objetivo perseguido, el resultado es un libro de relatos y retratos apasionante, del que su autor está satisfecho, y con esto basta: &quot;En Italia lo consideran un intenso libro de poesía, en Portugal opinan que es una tierna novela. A mí me agrada pensar que es un libro escrito con toda la pasión con que me gusta escribir&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: El País&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.danielmordzinski.com/#/home&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;strong&gt;Daniel Mordzinski&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://josesaramago.org/258050.html</comments>
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  <category>daniel mordzinski</category>
  <category>luis sepulveda</category>
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  <pubDate>Tue, 24 Jan 2012 13:59:41 GMT</pubDate>
  <title>A Lisboa de Saramago</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/257950.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=IIfddldfpLm2aeZZnZa3&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5b079ae1/9948050_vqoK3.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;158&quot; height=&quot;158&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A Câmara Municipal de Lisboa e o seu Departamento Cultural estão a organizar durante este ano um conjunto de passeios culturais abertos ao público, mediante inscrição prévia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dois destes percursos são organizados em torno da obra e da vida de José Saramago. No próximo dia 22 de Fevereiro terá lugar o passeio &lt;em&gt;A Lisboa de Saramago&lt;/em&gt;, que junta o universo do livro &lt;em&gt;Memorial do Convento&lt;/em&gt; à vida do Escritor e à história da cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com partida no Largo de São Domingos e chegada à Casa dos Bicos, os participantes terão oportunidade de percorrer um conjunto de espaços relacionados com, por exemplo, o massacre dos judeus e o período negro da Inquisição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para mais informações, sugerimos uma visita à página da &lt;a href=&quot;http://agendalx.pt/cgi-bin/iportal_agendalx/W0003435.html?area=Visitas%20Guiadas&amp;amp;tabela=visitas&amp;amp;genero=&amp;amp;datas=&amp;amp;dia=&amp;amp;mes=&amp;amp;ano=&amp;amp;numero_resultados=&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Agenda Cultural de Lisboa&lt;/a&gt;. As inscrições podem ser feitas através do e-mail &lt;a href=&quot;mailto: dpcc@cm-lisboa.pt&quot;&gt;dpcc@cm-lisboa.pt&lt;/a&gt; ou do telefone 218 170 628.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>jose saramago</category>
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  <pubDate>Mon, 23 Jan 2012 15:19:30 GMT</pubDate>
  <title>Traveling Through Jose Saramago&apos;s Portugal</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=Yl0Iw0ZiZwNayd4K3BLd&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bed0798f4/9915238_Zw1Ef.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;190&quot; height=&quot;142&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Heavy medieval silence drapes over a Portuguese village built in the 15th century on the banks of the River Duoro. Sun rays bounce off rivers that seem to run through every city in the country. Decorative ceramic tiles line the walls of otherwise simple buildings.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;This is the Portugal of Jose Saramago.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Despite his love of this country, Saramago, the Nobel-Prize-winning writer, had a complicated relationship with his homeland. Portugal is a devoutly religious country, and Saramago was infamous for being a Communist and an atheist. Portugal was opposed to Saramago&apos;s work, so much so that when he published The Gospel According to Jesus Christ in 1991 and was nominated for the European Literary Prize, the Portuguese government banned the book from the competition. The writer moved to Spain.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;But, in his novels, Saramago captured the people and places of Portugal and, with the recent release of the documentary &quot;Jose and Pilar,&quot; the Portuguese people&apos;s perception of the writer has changed. An intimate look into the life of an endearing and compassionate man, Jose and Pilar ran in theaters for five months in Portugal and was chosen to represent Portugal in the 2012 Academy Awards&apos; Best Foreign Film and Best Song categories.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;After watching the film and reading several of Saramago&apos;s books, I decided to travel to Portugal in search of places integral to the writer&apos;s novels and his life. Before your next trip to Portugal, pick up a Saramago book and check out these places:&lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;Continuar a ler...&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=vBEZMy2UjaGifAdc3mVn&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B78077a9c/9915186_ZLAqj.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;250&quot; height=&quot;165&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;The Convent at Mafra&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Saramago won fame in the English-speaking world for his novel Baltasar and Blimunda, a love story set during the Portuguese Inquisition. The novel takes place in the convent inside the Mafra National Palace, an enormous neoclassical building in the town of Mafra, about an hour outside Lisbon. The palace houses a beautiful library with about 40,000 rare books (and, at night, several bats).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Forty thousand Portuguese students visit the convent every year after reading Baltasar and Blimunda for a special Saramago tour, which includes a performance of a play based on the novel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;On the walls of that convent you can still sense the suffering that people went through only to fulfill the King&apos;s whims,&quot; said Miguel Gonçalves Mendes, the director of &quot;Jose and Pilar,&quot; who spent four years following Saramago around the world and shot 240 hours worth of footage.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Azinhaga&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Saramago was born in 1922 in the village of Azinhaga, about an hour northeast of Lisbon. Today, the home the author was raised in has been converted to a small museum and bookstore that sells his books in different languages. Outside the museum, a stone figure of Saramago sits on a bench, thinking.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Hotel Braganca&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A good portion of Saramago&apos;s novel, The Year of the Death of Ricardo Reis, takes place at the Hotel Braganca, where the main character, Ricardo Reis, stays for several months. Today, the newly-renovated hotel has reopened as the LX Boutique, a small, modern establishment near the Tagus River, just a few minutes walk from the bohemian Bairro Alto district. You can sit in the hotel lobby and pretend to be Ricardo Reis, reading the newspaper and watching the passersby.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Casa dos Bicos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In the spring of 2012, the Jose Saramago Foundation&apos;s headquarters will open in Casa dos Bicos, a 16th-century building in Lisbon. The headquarters will include a library and exhibition hall, and host cultural events and conferences. The foundation promotes reading by presenting workshops based on Saramago&apos;s only children&apos;s book, The Biggest Flower in the World, at schools and public libraries. Outside the Casa dos Bicos, Saramago&apos;s ashes are buried under an olive tree that was brought from his hometown. Nearby you can find a picture of José and Pilar graffitied on a wall with Saramago&apos;s words, &quot;You always end up in the place you are expected.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=bmwzvCeL6oIJMfL1lsNT&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6207a490/9915161_jtLg5.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;250&quot; height=&quot;383&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jeronimos Monastery&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In Saramagos&apos;s novel, The Elephant&apos;s Journey, the elephant lives at the Jeronimos Monastery, a Manueline-style structure in Lisbon that dates back to the 15th century.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The monastery is also where Saramago took his second wife, Pilar del Rio, the day they met to see the grave of the Portuguese poet Fernando Pessoa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;I traveled looking for the Lisbon of Ricardo Reis of the 1930&apos;s,&quot; del Rio told me, referring to one of Pessoa&apos;s pen names and the main character of Saramago&apos;s The Year of the Death of Ricardo Reis. &quot;But that obviously didn&apos;t exist anymore. Ricardo Reis didn&apos;t show up, but José Saramago did. We walked through streets full of past and history, we followed the talks of the book and for many hours we had the feeling of being out of time, living another reality.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Olivia Katrandjian&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://www.huffingtonpost.com/olivia-katrandjian/traveling-to-portugal-in-_1_b_1209329.html#s591647&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Huffington Post&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>casa dos bicos</category>
  <category>jose saramago</category>
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  <pubDate>Mon, 23 Jan 2012 14:26:53 GMT</pubDate>
  <title>José e Pilar, versão longa</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;No próximo dia 11 de Fevereiro, a partir das 15.30 Horas, a Sala Félix Ribeiro da Cinemateca Portuguesa recebe a versão de montagem de cinco horas e meia do filme &lt;em&gt;José e Pilar&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A exibição contará com a presença do realizador Miguel Gonçalves Mendes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=WGjj8FsM76yWKdajKqZt&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf707273d/9914009_r3zb3.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;265&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &lt;a href=&quot;http://www.cinemateca.pt/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Cinemateca Portuguesa&lt;/a&gt; fica na Rua Barata Salgueiro, em Lisboa.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>jose e pilar</category>
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  <pubDate>Fri, 20 Jan 2012 15:35:16 GMT</pubDate>
  <title>José Saramago já está na Casa dos Bicos</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;A presença de José Saramago na Casa dos Bicos é já uma realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fundação iniciou hoje as mudanças do seu vasto espólio para a sua nova sede na Casa dos Bicos. A abertura ao público ocorrerá na próxima primavera.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=CYm2cIcrIryeEtlz6O4B&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf20716c4/9903482_iWow9.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;De forma simbólica colocámos alguns livros na biblioteca. &lt;br /&gt;José Saramago já está na Casa dos Bicos.&lt;br /&gt;Bem-vindo seja.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 20 Jan 2012 15:20:32 GMT</pubDate>
  <title>Vasco Graça Moura nomeado presidente do CCB</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=W4wju8qNmqYPrzgUIJTc&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2407761f/9903677_nZrGz.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;220&quot; height=&quot;146&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Vasco Graça Moura foi o nome escolhido para a presidência da Fundação Centro Cultural de Belém (CCB), anunciou esta sexta-feira a Secretaria de Estado da Cultura (SEC).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O escolhido vai substituir António Mega Ferreira, cujo mandato termina na próxima segunda-feira. Sem justificar a não recondução de Mega Ferreira, que poderia exercer mais um mandato de três anos, Francisco José Viegas, destacou apenas, em comunicado, a forma exemplar como este executou os seus cargos, &quot;dando provas de brilho, criatividade e responsabilidade no cumprimento da missão que lhe foi incumbida&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vasco Graça Moura, de 70 anos, é assim o seu sucessor, ficando responsável pela direcção administrativa e financeira do CCB, assim como pelos recursos humanos e toda a gestão do espaço. &quot;A escolha de Vasco Graça Moura para presidir à Fundação Centro Cultural de Belém no mandato que agora se inicia, corresponde a um novo ciclo de desafios para o cumprimento do serviço público do CCB na área da Cultura, desafios esses que Vasco Graça Moura, pela sua ampla experiência aliás reconhecida de forma inequívoca, será certamentente capaz de enfrentar da melhor forma ao longo dos próximos três anos&quot;, escreveu em comunicado o secretário de Estado da Cultura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A SEC destaca ainda o &quot;amplo currículo reconhecido a nível nacional e internacional&quot; de Vasco Graça Moura, que inclui diversos cargos públicos de relevo na área da Cultura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o cargo ocupado por Margarida Veiga, a SEC apontou a historiadora de Arte Dalila Rodrigues. Professora, investigadora e autora de livros e artigos científicos, Dalila Rodrigues exerceu os cargos de directora do Museu de Grão Vasco, do Museu Nacional de Arte Antiga e da Casa das Histórias Paula Rego, para além do cargo de Directora de Comunicação, Marketing e Desenvolvimento da Casa da Música.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Miguel Leal Coelho, responsável pelas actividades comerciais e o centro de espectáculos, é assim o único membro da administração que continua no cargo, uma vez que foi nomeado a 3 de Novembro de 2010, terminando o seu mandato em 2013.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nota da Fundação:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fundação José Saramago felicita Vasco Graça Moura pela nomeação para tão importantes funções culturais. O novo Presidente da Fundação CCB é, desde a primeira edição, membro do júri do Prémio Literário José Saramago e foi inquilino da Casa dos Bicos enquanto Presidente da Comissão dos Descobrimentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesta oportunidade, agradecemos a sempre pronta colaboração de António Mega Ferreira com a Fundação José Saramago nos anos em que, de forma tão brilhante, dirigiu os destinos do CCB.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 18 Jan 2012 23:38:08 GMT</pubDate>
  <title>José e Pilar fora da lista de finalistas ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro </title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/255827.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Obrigado, Miguel.&lt;p&gt;
Ao realizador e a toda a equipa, a Fundação José Saramago envia um abraço e felicita-os por terem conseguido o maior prémio, o de realizar um filme que ficará para a história.
Para o Miguel, para os seus colaboradores e para todas as empresas e instituições que confiaram neste projecto, o nosso obrigado.&lt;p&gt;
A viagem de &lt;i&gt;José e Pilar&lt;/i&gt; continua já nos próximos dias com exibições na Sérvia e em Macau.&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=LtbVKJpVq5FyUGfrZUh4&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf50716a8/9870368_Ulegp.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;250&quot; height=&quot;187&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&quot;José e Pilar&quot;, o documentário de Miguel Gonçalves Mendes sobre o Nobel da Literatura português, José Saramago, não está entre os finalistas seleccionados para a nomeação ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dos 63 candidatos iniciais, são nove os filmes que integram a lista de finalistas dessa categoria para a 84.ª edição dos Prémios da Academia Cinematográfica norte-americana, hoje divulgada em Los Angeles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre eles, estão “Pina”, o documentário do alemão Wim Wenders sobre a bailarina e coreógrafa Pina Bausch, “Uma Separação”, do iraniano Asghar Farhadi, “Bullhead”, do belga Michael R. Roskam, e “Monsieur Lazhar”, do canadiano Philippe Falardeau.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os restantes cinco são “Footnote”, de Joseph Cedar (Israel), “In Darkness”, de Agnieszka Holland (Polónia), “Omar Killed Me”, de Roschdy Zem (Marrocos), “Superclásico”, de Ole Christian Madsen (Dinamarca), e “Warriors of the Rainbow: Seediq Bale”, de Wei Te-sheng (Taiwan).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No seu mural da rede social Facebook, Miguel Gonçalves Mendes deu esta tarde a notícia e deixou um comentário: “Fizemos o possível e o impossível, mas não conseguimos. Obrigado a todos pelo apoio e agora... agora é seguir em frente”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: LUSA&lt;/p&gt;</description>
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  <category>jose e pilar</category>
  <category>jose saramago</category>
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  <pubDate>Tue, 17 Jan 2012 00:01:30 GMT</pubDate>
  <title>As lágrimas do Juiz Garzón</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/255669.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=Vzw90sZ8MIU9tLkE3Aht&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B19070381/9890838_iqf1Z.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;180&quot; height=&quot;159&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;No dia em que tem início o julgamento de Baltasar Garzón, recuperamos as palavras deixadas por José Saramago no seu &lt;a href=&quot;http://caderno.josesaramago.org/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Caderno&lt;/a&gt; sobre o juiz que fez das causas pela Memória Histórica uma das suas batalhas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nem leis nem justiça&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Portugal, na aldeia medieval de Monsaraz, há um fresco alegórico dos finais do século XV que representa o Bom Juiz e o Mau Juiz, o primeiro com uma expressão grave e digna no rosto e segurando na mão a recta vara da justiça, o segundo com duas caras e a vara da justiça quebrada. Por não se sabe que razões, estas pinturas estiveram escondidas por um tabique de tijolos durante séculos e só em 1958 puderam ver a luz do dia e ser apreciadas pelos amantes da arte e da justiça. Da justiça, digo bem, porque a lição cívica que essas antigas figuras nos transmitem é clara e ilustrativa. Há juízes bons e justos a quem se agradece que existam, há outros que, proclamando-se a si mesmos justos, de bons pouco têm, e, finalmente, não são só injustos como, por outras palavras, à luz dos mais simples critérios éticos, não são boa gente. Nunca houve uma idade de ouro para a justiça.Hoje, nem ouro, nem prata, vivemos no tempo do chumbo. Que o diga o juiz Baltasar Garzón que, vítima do despeito de alguns dos seus pares demasiado complacentes com o fascismo sobrevivo ao mando da Falange Espanhola e dos seus apaniguados, vive sob a ameaça de uma inabilitação de entre doze e dezasseis anos que liquidaria definitivamente a sua carreira de magistrado.&lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;Continuar a ler...&quot;&gt;
&lt;p&gt;O mesmo Baltasar Garzón que, não sendo desportista de elite, não sendo ciclista nem jogador de futebol ou tenista, tornou universalmente conhecido e respeitado o nome de Espanha. O mesmo Baltasar Garzón que fez nascer na consciência dos espanhóis a necessidade de uma Lei da Memória Histórica e que, ao abrigo dela, pretendeu investigar não só os crimes do franquismo como os de outras partes do conflito. O mesmo corajoso e honesto Baltasar Garzón que se atreveu a processar Augusto Pinochet, dando à justiça de países como Argentina e Chile um exemplo de dignidade que logo veio a ser seguido. Invoca-se aqui a Lei da Amnistia para justificar a perseguição a Baltasar Garzón, mas, em minha opinião de cidadão comum, a Lei da Amnistia foi uma maneira hipócrita de tentar virar a página, equiparando as vítimas aos seus verdugos, em nome de um igualmente hipócrita perdão geral. Mas a página, ao contrário do que pensam os inimigos de Baltasar Garzón, não se deixará virar. Faltando Baltasar Garzón, supondo que se chegará a esse ponto, será a consciência da parte mais sã da sociedade espanhola que exigirá a revogação da Lei da Amnistia e o prosseguimento das investigações que permitirão pôr a verdade no lugar onde ela tem faltado. Não com leis que são viciosamente desprezadas e mal interpretadas, não com uma justiça que é ofendida todos os dias. O destino do juiz Baltasar Garzón é nas mãos do povo espanhol que está, não dos maus juízes que um anónimo pintor português retratou no século XV.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In &lt;em&gt;O Caderno de Saramago&lt;/em&gt;, publicado a 13 de Fevereiro de 2010&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As lágrimas do Juiz Garzón&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As lágrimas do Juiz Garzón hoje são as minhas lágrimas. Há anos, a um meio-dia, tomei conhecimento de uma notícia que foi uma das maiores alegrias da minha vida: a acusação a Pinochet. Este meio-dia recebi outra notícia, esta das mais tristes e desesperançadas: que quem se atreveu com os ditadores foi afastado da magistratura pelos seus pares. Ou melhor dito, por juízes que nunca processaram Pinochet nem ouviram as vítimas do franquismo.Garzón é o exemplo de que o agricultor de Florença não tinha razão quando, em plena Idade Média, fez dobrar os sinos a finados porque, dizia, a justiça havia morrido. Com Garzón sabíamos que as leis e o seu espírito estavam vivos porque as víamos actuar. Com o afastamento de Garzón os sinos, depois do repique a glória que farão os falangistas, os implicados no caso Gürtell, os narcotraficantes, os terroristas e os nostálgicos das ditaduras, voltarão a dobrar a finados, porque a justiça e o estado de direito não avançaram, nem terão ganho em transparência e quem não avança, retrocede. Dobrarão a finados, sim, mas milhões de pessoas sabem reconhecer o cadáver, que não é o de Garzón, esclarecido, respeitado e querido em todo o mundo, mas o daqueles que, com todo o tipo de argúcias, não querem uma sociedade com memória, sã, livre e valente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In &lt;em&gt;O Caderno de Saramago&lt;/em&gt;, publicado a 14 de Maio de 2010&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>jose saramago</category>
  <category>baltasar garzon</category>
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  <pubDate>Sat, 14 Jan 2012 13:09:21 GMT</pubDate>
  <title>Seeking wisdom from José Saramago - Entrevista de Miguel Gonçalves Mendes ao New York Times</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/255468.html</link>
  <description>&lt;p&gt;A poucos dias da divulgação da lista de filmes nomeados pela Academia de Hollywood aos Oscares, o prestigiado New York Times entrevista Miguel Gonçalves Mendes sobre &lt;em&gt;José e Pilar&lt;/em&gt; e sobre a forma como tem decorrido o processo de promoção do filme enquanto candidato português ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Seeking wisdom from José Saramago&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 7px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=IhdEAsd2ZKS4nYDTQTTQ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5107f3ba/9880806_DicBI.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;220&quot; height=&quot;146&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;So much attention has been paid to “Pina,” Wim Wenders’s 3D homage to the choreographer Pina Bausch, that it’s easy to overlook another documentary that is also competing for the Academy Award for foreign-language film. “José and Pilar,” directed by Miguel Gonçalves Mendes, is Portugal’s submission, and it too comes with an impressive pedigree. Co-produced by the directors Pedro Almodóvar and Fernando Meirelles (“City of God”), it examines the relationship of love and support that sustains José Saramago, the Portuguese novelist who won the Nobel Prize for literature in 1998, and his wife, Pilar del Rio, as Saramago battled to write one last novel before his death in 2010 at the age of 87. Mr. Gonçalves Mendes, 33, is in the United States this month for festival showings of the film and spoke by telephone from Palm Springs. Here is an edited version of what he had to say:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;You were in your mid-20s when you started shooting “José and Pilar.” What made you, at that very young age, want to make a film about a writer who was then already well into his 80s?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Because the young man I was and still am continues to be a little bit lost in the world, trying to find answers to questions that probably don’t have answers. Saramago is a writer who I’d always admired, since I was a teenager, a figure of great wisdom to me. So I had a series of questions I wanted to ask him, plus I just wanted to meet him and get to know him. The idea for the film started from that simple a notion.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;What kind of questions did you think he might be able to answer?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Even though this is a film that’s a lot about death, it’s a film with a great desire for life. The problem of death is something that troubles me. I have a fear of death, and all my films revolve around the question of death. We’re here, trying to live, and we ask: What’s the point?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;So when Saramago says in your film that he’s not afraid of death, you take him at his word and believe there is something to be learned from him?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;He dealt better with the idea of death than others do. What I felt was regret that he didn’t have more time, that he wasn’t going to be able to continue doing the thing he loved. But he knew that he was privileged. We’re talking about a guy who was born poor, illiterate, who really only started to write when he turned 60, which is really late, and 20 years later, at the age of 80, wins the Nobel. He’d say, “At an age when most writers have an acclaimed body of work, that’s when I started. I felt urgency, and I lived with the weight of death on my shoulders. Because I knew that I didn’t have time.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;It’s clear that you admire both José and Pilar. But what about us, the audience? Do you want us to like them too, or are you merely recording their behavior? I ask because there are times in the film when he comes across as a really cantankerous, even bitter, old guy.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Laughs) Maybe at times. But aren’t you also like that sometimes? I know that I am. The big difference here is that people aren’t used to seeing this portrayed so clearly. Because in the cinema there is a big tendency to romanticize things, to spread flowers around. But here, no. I didn’t want to sugarcoat things. You’re seeing two people who eat, who drink, who argue, who love, who do everything that life has to offer. That’s why I think this film has created an empathy with the public. Theirs is a mirror of our own lives. I wanted everyone to see themselves reflected in the film. This is a film about two human beings, not two superheroes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;I understand that you’re currently working on a feature film version of one of Saramago’s novels, “The Gospel According to Jesus Christ.” Of all the novels that he wrote, why choose that one?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I’m a fan of many of his books, but I think they are difficult to bring to the screen. But this one has a narrative structure that’s absolutely classic, that seems like it came straight from the editing room. In addition, “The Gospel According to Jesus Christ” is a book that, unfortunately, at the time it was published was very controversial in Portugal. I wanted to do justice to this book, because it is incredible. It’s one of the most beautiful books I know in the Portuguese language.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://graphics8.nytimes.com/images/2012/01/11/arts/jose/jose-blog480.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;175&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;I presume you’re aware how unusual it is for a documentary to be competing for the best foreign-language film Oscar.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I know that it’s rare, but I think something is changing. I think people are saturated with always seeing the same old stories, the same things, which many times bore or brutalize them. I think documentaries ofter space for people to get to know other realities. Twenty years ago, nobody imagined that documentaries could fill theaters. But today they do, so I think that it’s perfectly legitimate that films like “José and Pilar” and “Pina” represent their countries. Of course, getting the nomination itself is another story. Life isn’t always fair. These campaigns are very difficult, and they require money, which I don’t have. You know, Portugal has never had a film nominated, and Portugal has an incredible cinema. So it’s time for some payback.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Speaking of money problems, “José and Pilar” was co-produced with Pedro Almodóvar and Fernando Meirelles. I understand that you had difficulties raising money to make this film, and that they more or less came to your rescue.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Their support was absolutely essential. They put their money into this film, and if it weren’t for them, this film wouldn’t exist in the form that it does. They were investing in something they believed in, and both of them are big fans of Saramago, so they wanted this film to exist.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;There were money problems in the beginning, the middle and the end. The Almodóvar company, El Deseo, came in first, but then by the middle, I had already run out of money and didn’t have a cent to my name. That’s when I met Fernando Meirelles, and because of him I was able to finish shooting. Even then, I was still short of money, so I had to take out another mortgage on my house to be able to finish. I was 10 years from paying off my house, and now I’m 30 years away. But I’m very proud and pleased at how things have turned out.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://carpetbagger.blogs.nytimes.com/2012/01/13/seeking-wisdom-from-jose-saramago/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;em&gt;New York Times&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 13 Jan 2012 14:18:02 GMT</pubDate>
  <title>The &quot;hysterical, blasphemous and boisterous&quot; final novel of Jose Saramago</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=p1LCzw5D8RLAC2U5dvFw&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6007b9c6/9818351_Ep5ZC.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;250&quot; height=&quot;379&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;The late Nobel prize winner went out with a bang by raising &lt;em&gt;Cain&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A long, successful career sometimes result in complacency, a sense of entitlement that dues have been paid and there’s no need to push any boundaries. It can also provide some insularity, or protection from retribution for crossing those boundaries.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nobel Prize winner José Saramago (Nov. 16, 1922-June 18, 2010) has had a long and successful career, but Cain ($24, Houghton Mifflin Harcourt, translated from Portugese by Margaret Jull Costa), his final novel, is proof that he didn’t suffer from complacency.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The Nobel laureate draws on the Old Testament to produce a fable that could end up uniting Christians, Jews, and Muslims in protest over this slim novel, something the most powerful nations in the world have been unable to do - ever. It’s heretical and hysterical, blasphemous and boisterous; it’s a new twist on an old story with over 2000 years of fallout, some imagination, and an author unafraid of stepping over the line.&lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;Continuar a ler...&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cain is infamous for the murder of his brother, Abel. In Saramago’s version, God then appears to Cain, and is drawn into a debate over his complicity in the murder. God admits some guilt, but asks Cain to not “tell anyone, it will be a secret between god (sic) and cain . . .” God marks Cain’s forehead, a “sign that for the whole of your life you will be subject to my protection and to my censure too . . .” Cain is then sent off as a “fugitive and a vagabond . . .” to witness a few of the many significant events from the Old Testament. The sequence of events is altered to fit the narrative. Call that revisionist if you like; Saramago would probably applaud the accusation, and then go on about his day. Insouciance is a trait that he may share with his protagonist; they just don’t much care what others may think.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cain is somehow capable of time travel, bouncing back and forth between events that are out of sequence from the Old Testament. He is confused by that, but Saramago has lined up the events to grow in magnitude as the story progresses. Cain is there to save Isaac from being slain by his father, Abraham (the angel was late, so Cain had to step in). He also witnesses the destruction of the Tower of Babel; the destruction of Sodom and Gomorrah and Lot’s seduction by his daughters; and the massacre of thousands for the creation of the golden calf. The atrocities continue, growing in scope, until Cain is the last passenger to board the Ark just before God wipes out the human race with the flood. The biblical landscape was harsh, but not harsh enough to suit Saramago, who adds to that harshness through his prose. Conventional grammar and syntax are neglected in favor of run on sentences and uncapitilized proper nouns. The result is a poetic, almost stream of conciousness, rambling tale that is sometimes difficult to follow. It’s harsh and desolate, but a fitting complement to the tale.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cain condemns God repeatedly throughout his macabre journey. That may be a bit hypocritical for someone who killed his own brother, but his crime soon pales in comparison to God’s actions. His condemnation is based upon an assumption that God is omniscient and omnipotent, that he knows everything and can stop anything; his failure to do so leads Cain to the conclusion that “our god (sic), the creator of heaven and earth, is completely mad . . .” Cain is not afraid of God, and God never censures Cain as he warned him he would after Abel’s murder. Maybe it’s God’s way of confessing, expressing a sense of guilt by not censuring Cain.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The perpetuation of the species is at the heart of Saramago’s tale. Humans are God’s playthings, and thousands die when they don’t do as he desires. That’s a tough price to pay for avarice, worshipping golden bovines, or just plain pleasure seeking. Cain eventually comes to the conclusion that God is “evil pure and simple,” and that God “hasn’t the slightest notion of what human justice might be . . .” That implies that Cain does have a notion of what human justice might be, which might be a bit of a stretch for someone who killed his brother in a fit of jealousy. But Cain has evolved during his journey, from a jealous brother to a righteous dude, and neither Cain nor Saramago let God off the hook for anything.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cain confesses that he longs for “what is usually called a normal life,” but in the end, he realizes he has a higher calling — saving mankind from God’s wrath. Saramago questions all concepts of God — omniscience, omnipotence, infallibility. His God is none of the above; his traits are more human than divine. Cain was first published in 2009 in Portugal, and has just recently made it to this country. Saramago died in 2010, off to meet his maker as some would say. Only he knows which direction he went, or if his reputation saved him from retribution; but saved or not, he left us with much to ponder.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://m.cltampa.com/dailyloaf/archives/2011/01/11/the-hysterical-blasphemous-and-boisterous-final-novel-of-jos-saramago#.TxA840rCPrw&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Creative Loafing&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>criticas</category>
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  <pubDate>Wed, 11 Jan 2012 00:09:18 GMT</pubDate>
  <title>Pilar del Río reclama apoio para o documentário &quot;José e Pilar&quot;</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=LtbVKJpVq5FyUGfrZUh4&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf50716a8/9870368_Ulegp.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mulher do escritor José Saramago, Pilar del Río, admitiu que é muito difícil que o documentário &quot;José e Pilar&quot;, de Miguel Gonçalves Mendes, consiga uma nomeação para os Óscares, porque falta uma indústria que o apoie.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Falando à agência Efe em Palm Springs, Califórnia, onde decorre um festival internacional para o qual o documentário português foi selecionado, Pilar del Río afirmou que já ficaria contente se o filme estivesse nomeado para os Óscares, sendo atualmente o candidato de Portugal na categoria de melhor filme estrangeiro.&lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;Continuar a ler...&quot;&gt;
&lt;p&gt;Pilar del Río lamentou que tenha havido pouca imaginação e empenho de todos os países produtores do filme para que chegue aos nomeados finalistas, cuja lista só se conhecerá no dia 24.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Um filme como este não se apoio com dinheiro, apoia-se com imaginação e temo que a imaginação não tenha funcionado&quot;, disse em declarações à agência espanhola.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://josesaramago.org/254347.html&quot;&gt;Na página oficial da Fundação José Saramago&lt;/a&gt;, Pilar del Río afirmou que o Instituto do cinema e Audiovisual (ICA), fez a sua parte ao indicar o filme para os Óscares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;Outros estão a tempo de fazer as suas apostas, produtores, distribuidores, publicitários&quot;, aponta ainda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;José e Pilar&quot;, filme do realizador português Miguel Gonçalves Mendes, que conta como coprodução de Portugal, Espanha e Brasil, foi exibido no domingo e repete exibição hoje no festival de Palm Springs.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No domingo, a exibição do filme contou ainda com uma sessão de perguntas e respostas e, segundo Pilar del Río, na assistência esteve uma assessora da secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As nomeações para os Óscares serão conhecidas a 24 de janeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No caso do documentário ser nomeado, Pilar del Río até pensou que podia ser feita uma campanha com a frase &quot;Um Óscar para o Nobel&quot; e que na cerimónia usaria o mesmo vestido que usou quando José Saramago recebeu o Nobel da Literatura, em 1998.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Festival Internacional de Cinema de Palm Springs termina no dia 16.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&quot;José e Pilar&quot; está nomeado para o prémio de melhor filme estrangeiro. Para o festival foi também selecionado &quot;Sangue do meu sangue&quot;, de João Canijo, para a secção não competitiva &quot;World Cinema&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: LUSA&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>jose e pilar</category>
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  <pubDate>Wed, 11 Jan 2012 00:08:06 GMT</pubDate>
  <title>Prémio Literário José Saramago na infinita página da Internet</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/254746.html</link>
  <description>&lt;p&gt;O Círculo de Leitores acaba de lançar um blogue dedicado ao Prémio Literário José Saramago.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste novo espaço aberto a todos os que o queiram visitar, podem ser encontradas fotografias de cada uma das edições, as declarações do júri sobre cada autor e obra premiados bem como um conjunto de links para a página de cada autor distinguido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O blogue pode ser visitado &lt;a href=&quot;http://premioliterariojosesaramago.blogspot.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://premioliterariojosesaramago.blogspot.com/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc107dc08/9870400_QCd0o.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;296&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>jose saramago</category>
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  <pubDate>Tue, 10 Jan 2012 13:58:28 GMT</pubDate>
  <title>El viaje del elefante - A viagem do elefante - Punto de Lectura &quot;Big Books&quot;, Espanha</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=IydZFBj20fEfjqONO6OQ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B29070951/9913343_wFQf6.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;310&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tradução de Pilar de Rio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.puntodelectura.com/es/libro/el-viaje-del-elefante-22/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;strong&gt;Punto de Lectura&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>a viagem do elefante</category>
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  <pubDate>Tue, 10 Jan 2012 13:40:39 GMT</pubDate>
  <title>Kain - Caim - Büchergilde Gutenberg, Alemanha</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=J8wl5fOpVaUMBckbcvMg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb107107d/9913232_fVw3v.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;304&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tradução de Karin von Schweder-Schreiner&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.buechergilde.de/shop/detail.jsp?BestellNr=164736&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;strong&gt;Büchergilde Gutenberg&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 10 Jan 2012 12:48:37 GMT</pubDate>
  <title>Die Reise des Elefanten - A viagem do elefante - BTB, Alemanha</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/256617.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=bjCk6ccFhuRdrskLzEEH&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb107e77c/9913131_hSCv6.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;312&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tradução de Marianne Gareis&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.randomhouse.de/Taschenbuch/Die-Reise-des-Elefanten-Roman/Jose-Saramago/e357343.rhd?mid=2&amp;amp;serviceAvailable=false#tabbox&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;strong&gt;BTB Verlag&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>a viagem do elefante</category>
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  <pubDate>Mon, 09 Jan 2012 23:36:56 GMT</pubDate>
  <title>José y Pilar en Palm Springs</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
  <link>http://josesaramago.org/254347.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Pilar del Río&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;La sala estaba llena cuando la representante del festival llamó al director de la película, Miguel Gonçalves Mendes, para que hiciera un primer saludo. Y llena continuaba cuando llegaron las preguntas, tras la proyección. Que fue seguida con risas, palmas, exclamaciones, silencios y esa emoción que se percibe en determinado momentos y que es algo así como un silencio activo y fecundo.&lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;Continuar a ler...&quot;&gt;
&lt;p&gt;¿Qué hace un escritor tan discreto y austero como José Saramago en un festival que es mundano y tiene su punto de frivolidad? Pues estar, como en tantos otros lugares. Estar sin dimitir, sin ceder para ser mejor recibido, sin cambiar su aspecto ni su posición. Estaba José Saramago en California, desde la pantalla que proyectaba “José y Pilar” diciendo que pensemos con nuestras cabezas, que razonemos, que revisemos todas las historias que nos impiden ser nosotros mismos para ser como otros nos quieren, sujetos dependientes de usos, modos, modas y fanatismos. Que no seamos sectas, si podemos ser universales. En fin, estaba José Saramago en el Festival del desierto de Los Ángeles diciendo que no hay cielo, sino espacio, que la muerte es haber estado y ya no estar, que el amor ayuda y el tiempo es para emplearlo a fondo, no para que se vaya con el minutero del reloj. “Sentir como una perdida irreparable el acabar de cada día”, dice José Saramago y de pronto la sala se dio cuenta de que es así, que cada día es el tesoro que a veces con ahínco buscamos en otras partes…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Las preguntas de la sala tuvieron que ver con los afectos literarios de Saramago, con la intimidad desvelada, con la cotidianidad compartida. Hubo agradecimientos expresos por haber mostrado la casa y la vida de un hombre imprescindible del Siglo XX. Porque, eso fue evidente, el escritor portugués no era una novedad, quien llenaba la sala ya conocía al autor de obras que, algunos espectadores, llevaban en el bolso. Otra forma de despedir a Saramago: en Lisboa, en el Ayuntamiento o en el cementerio, las personas pasaban mostrando libros. Ayer algunas vinieron al cine con libros, como si por estar cerca de la pantalla fueran a recibir un don especial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“José y Pilar” compite en Palm Springs y por los Oscar. Es casi imposible que gane, no es una película de gran público ni está respaldada por una industria. Es una joya. Es verdad que a veces las personas sacan las joyas de los armarios y en ellas se complacen, pero para sacarlas hay que saber que están guardadas. Una película, por muy buena que sea, un director joven, por bien que haya hecho su trabajo, solos, sin el respaldo de la industria, difícilmente conquistarán la cima del cine, pero sí pueden demostrar que con la imaginación y la sensibilidad se puede llegar lejos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Miguel Gonçalves Mendes llegó a lo más alto con la película sobre José Saramago. Muchos realizadores de todo el mundo hubieran querido ese privilegio. Ahora tendrán el placer de disfrutarla si otros usan la imaginación para presentar el filme en los distintos países. El Instituto del Cine de Portugal hizo su parte nominado “José y Pilar” para representar esa cinematografía ante los Premios Oscar. Otros están a tiempo de hacer sus apuestas, productores, distribuidores, publicistas. Y los demás, quienes ya han disfrutado del filme, quienes lo esperan, pueden cooperar siendo activos: el cine es industria, pero también es arte. Es el único arte que nación en nuestro tiempo. “Respetadme, que nací en el siglo del cine”, decía Rafael Alberti. Pidamos, pues, que el negocio no arrolle, que por entre el manantial de las ofertas aparezca también “José y Pilar”. Y si es porque la gente lo reclama, bien, pero mejor sería que la industria asumiera su difusión en el mundo como un objetivo no solo económico, por supuesto, más que religioso, es decir, un objetivo humano, de la mejor humanidad.&lt;/p&gt;
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&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>jose e pilar</category>
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  <pubDate>Sun, 08 Jan 2012 18:50:40 GMT</pubDate>
  <title>Momentos de céu</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=ZPkUAk40oTJG5VooGTVy&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc20767f9/9806925_wPjUJ.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;200&quot; height=&quot;307&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Vi apaixonadamente o filme de Miguel Gonçalves Mendes, &quot;José e Pilar&quot;. Para mim já ganhou o óscar. Não precisa de lá ir para ganhar o óscar. Já ganhou: pela beleza, pela profundidade, por dizer e mostrar aquilo que só os melhores atributos do amor, como a entrega e a paciência, podem dar. Escrevi há meses uma nota na coluna do Provedor da &quot;Ler&quot; sobre o assunto - e talvez tenha sido isso que tenha justificado o convite para fazer esta apresentação. Nessa nota elogiei não só a homenagem maior ao sentimento amoroso que é aí feita mas também alguns momentos de transcendência como aquele em que Saramago é filmado a ter a ideia para escrever &quot;Caim&quot;. Ficou por dizer que este é também um filme sobre a possibilidade de um homem que esteve à beira da morte se restabelecer, se reerguer. Depois de surgir de cadeiras de rodas, quase sem falar, aparece numa conferência com a voz clara a fazer uma das declarações amorosas mais bonitas que já alguma vez ouvi e vi. Que inclui, claro, gratidão, esse sentimento cada vez mais remoto e que convém ser recuperado como quem recupera o melhor disto tudo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Saramago voltou à vida no belo filme de Miguel Gonçalves Mendes. Um homem volta à vida depois de ter estado a beirar a morte. Permitam-me trazer um pouco do meu sangue e citar a frase de uma personagem e de um livrinho que para aí andam: &quot;O problema não é saber se há vida depois da morte. É saber se há vida antes&quot;. Encontro nestas duas personalidades muito diferentes que revelam aqui a sua visão do mundo e da existência uma consagração rara dessa ideia. Ela mais enérgica, ele mais reservado e lacónico. Unem-se por um património comum, o da valorização da vida, do milagre da vida, como dizia Saramago, um homem que se dizia ateu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este livro, tal como o filme, é um objecto de instantes. Relembro vários, aqueles em que se celebra a intensidade dos pequenos gestos: o instante em que Pilar diz que é preciso entrarmos nas cozinhas para não nos distanciarmos da realidade, para podermos levar connosco o cheiro do tomilho, no fundo o cheiro do amor; o instante em que Pilar fala do trabalho invisível do tradutor e lembra o elogio (invejoso, de uma boa inveja) do escritor Carlos Fuentes pelo facto de Saramago viver com alguém que traduzia em simultâneo aquilo que ia escrevendo, no andar de baixo da casa; o instante em que Saramago aparece em cena a servir cafés, vindo da cozinha (sim, não é só Saramago a ter a sorte de viver com quem o traduz, também Pilar tem a sorte de viver com quem lhe serve o cafezinho); o instante em que Saramago vai ver Pilar a Sevilha e encontra-a na televisão de um café, a apresentar um programa; o momento que fala da existência não de uma relação a dois mas de três: os dois que participam e a união que constituem; o instante em que Saramago revela que o momento mais importante da sua biografia foi ter conhecido a mulher e aquele em que diz que o amor não se sabe o que é; a forma como Pilar fala da vida e das suas possibilidades: &quot;Viver, cuidar da terra, aprender, distinguir Beethoven de Bach, ler, estudar, ajudar os que necessitam, beber vinho&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;a name=&quot;cutid1&quot;&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class=&quot;ljcut&quot; text=&quot;Continuar a ler...&quot;&gt;
&lt;p&gt;&quot;José e Pilar&quot;, o livro, é sobre esse terceiro que é a relação que criaram José e Pilar mas também é um livro sobre José e Pilar em separado, sobre os seres humanos únicos que são e serão sempre. Gosto da organização dos capítulos intercalando as vozes de cada um deles e as línguas em que falavam originalmente. E gosto muito do empenhamento de Miguel Gonçalves Mendes, que faz perguntas sem ponta de cinismo. Tal como o filme, este é um livro não cínico, de quem anda à procura, como todos nós, mesmo que não o assumamos. Miguel partilha a sua intimidade nas perguntas e isso é bonito, além de nos permitir aprender mais. Criou duas obras com amor e coragem. Neste livro em particular, a coragem de fazer perguntas, algumas delas menos cómodas, que só ajudam a iluminá-lo ainda mais. Uma delas é sobre a morte. Mesmo quando falam da morte, José e Pilar celebram a vida, a vida antes da morte. &quot;É preciso levar a morte a ver a vida&quot;. Ou na versão de Saramago, autor de um verso que diz tudo: &quot;Não o medo da morte mas esse mais humano, de não viver bastante&quot;. E diz, quando confrontado com a ideia de transcendente, que de vez em quando temos momentos de céu. &quot;O amor pode ser um momento de céu, uma paisagem, uma página de um livro, um poema, uma grande obra de pintura&quot;. Acrescentaria, sem atrevimento nenhum, o amor de José e Pilar também foi e é um pedaço de céu, agora partilhado com quem o quiser visitar. Saramago disse que tinha crescido como pessoa depois da relação com Pilar. Eu, leitor, à procura, tal como o Miguel, cresci a ler este livro. Obrigado por isso!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nuno Costa Santos&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;(Versão escrita da apresentação do livro &quot;José e Pilar&quot;, de Miguel Gonçalves Mendes, Quetzal, feita em Dezembro na FNAC Chiado). &lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href=&quot;http://sinusitecronica.blogs.sapo.pt/128329.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;strong&gt;Sinusite Crónica&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 06 Jan 2012 11:25:47 GMT</pubDate>
  <title>Poesia em Dia de Reis</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;De Espanha, um presente de Reis para todos os que amam a poesia:&lt;/p&gt;
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&lt;p&gt;Raúl Alcover, &lt;em&gt;Poetas&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 05 Jan 2012 09:15:50 GMT</pubDate>
  <title>Para um bom 2012</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=AQPzAbhipYvhsYVcaeEU&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B15076166/9771646_8SKjQ.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p&gt;A actriz brasileira Marília Pêra interpreta a leitura de uma carta enviada a José Saramago. &lt;br /&gt;Imagens inéditas do filme &lt;em&gt;José e Pilar&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 05 Jan 2012 09:01:16 GMT</pubDate>
  <title>&quot;Os Malaquias&quot; editado em Portugal pelo Círculo de Leitores</title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;p&gt;O mês de Janeiro começa com a publicação em Portugal do romance &lt;em&gt;Os Malaquias&lt;/em&gt; de &lt;a href=&quot;http://josesaramago.org/237258.html&quot;&gt;&lt;strong&gt;Andréa del Fuego&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, vencedora do Prémio José Saramago 2011.&lt;br /&gt;A edição é do &lt;a href=&quot;http://www.circuloleitores.pt/catalogo/1057472/os-malaquias&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Círculo de Leitores&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
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  <category>jose saramago</category>
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  <pubDate>Wed, 04 Jan 2012 23:56:19 GMT</pubDate>
  <title>Maria Teresa Horta vence Prémio D. Dinis 2011 </title>
  <author>Fundação Saramago</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 7px 7px; float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=OEqDBRFvtiNuokD4rU1A&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc30706f1/9851543_CIhZP.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;200&quot; height=&quot;170&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O Prémio Literário D. Dinis, instituído pela Fundação da Casa de Mateus, foi atribuído por unanimidade à escritora Maria Teresa Horta pelo romance “As Luzes de Leonor”, disse à agência Lusa fonte ligada à organização do galardão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Instituído em 1980 pela Fundação Casa de Mateus, em Vila Real, o galardão é atribuído a uma obra literária - de poesia, ensaio ou ficção - publicada no ano anterior ao da atribuição do prémio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O júri desta edição foi composto pelos escritores Vasco Graça Moura, Nuno Júdice e Fernando Pinto do Amaral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“As Luzes de Leonor”, obra lançada em 2011 pela D. Quixote, é um romance sobre a vida da marquesa de Alorna, Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre (1750-1839), neta dos marqueses de Távora, uma mulher que se destacou na história literária e política de Portugal num período denominado por “século das luzes”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, o romance premiado, “As Luzes de Leonor”, é “uma obra muito especial”. &quot;É um romance onde história e literatura se cruzam de uma forma hábil, comovente e poética. Maria Teresa Horta conseguiu-o porque é uma poeta de eleição, cuja sensibilidade lhe permitiu interpretar e desenhar a biografia de uma personagem tão importante como a marquesa de Alorna”, destacou Viegas à Lusa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A autora recordou que o livro, editado pela D. Quixote, demorou 13 anos a escrever, implicando “muita pesquisa e muita paixão”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ideia partilhada pelo secretário de Estado da Cultura: “Durante anos a autora trabalhou em redor da vida de uma figura tão singular como a marquesa de Alorna, decisiva para compreendermos a transição do século XVIII para o século XIX, o papel da mulher e nesse período tão importante para a consciência europeia e para a cultura portuguesa”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o responsável pela área da cultura no Governo e também escritor, a atribuição do Prémio D. Dinis a “As Luzes de Leonor” é “uma boa notícia que festeja um bom romance, uma autora e um género literário que, felizmente, não corre o risco de desaparecer”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Maria Teresa Horta seguiu a biografia de Leonor de Lorena, sua avó em quinto grau, autora de uma vasta obra poética, parte dela ainda publicada em vida.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;padding: 0px 7px; float: right;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/fundacaosaramago/fotos/?uid=pjhH5AAeFka52fKP88pB&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7807abb6/9851545_O3PNi.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;200&quot; height=&quot;221&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Nascida em 1937, em Lisboa, Maria Teresa Horta estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi jornalista e activista do Movimento Feminista de Portugal juntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, com quem escreveu o livro “Novas Cartas Portuguesas”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Amor Habitado” (1963), “Ana” (1974) e “O Destino” (1997) contam-se entre mais de duas dezenas de obras publicadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2010, o Prémio D. Dinis tinha sido atribuído a João Barrento pelo livro “O Género Intranquilo. Anatomia do Ensaio e do Fragmento”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde a criação do galardão, foram distinguidos, entre outros, os escritores Agustina Bessa Luís, Manuel Alegre, Sophia de Mello Breyner Andresen e os historiadores Nuno Gonçalo Monteiro e Rui Ramos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Fundação Casa de Mateus foi instituída em 1970 com o objectivo de conservar e divulgar o seu património e arquivo e desenvolver actividades culturais, científicas e pedagógicas nas quais se inserem a atribuição do Prémio D. Dinis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: LUSA&lt;/p&gt;</description>
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  <category>maria teresa horta</category>
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